quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

AS SETE MEDITAÇÕES SUGERIDAS POR DOM BOSCO - 6ª PARTE

(Oração no ínicio da primeira parte).

SEXTA-FEIRA
A ETERNIDADE DAS PENAS.
1º) Considerai, meu filho, que se caíres no inferno, dele jamais sairás. Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre.
Passarão cem anos, mil anos, e o inferno estará sempre apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos... e o inferno estará ainda apenas começando.
Se um anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do inferno depois de passar tantos milhões de séculos com gotas de água que há no mar, ou folhas de árvores e grãos de areias no mundo, essa notícia lhe causaria logo um consolo indizível. "É certo, exclamaria, que é imenso o número de séculos que sofrerei, afinal, haverá um dia em que eles acabarão".
Mas, ai! Passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o inferno estará sempre apenas começando.
Cada condenado quereria poder dizer a Deus: "Senhor, aumentai quanto quiserdes minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!" Mas não! Esse término e essa esperança jamais chegarão.
2º) Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo: "Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo!"
Mas, não! Jamais abrigará esta esperança! O condenado terá sempre presente a sentença de sua condenação eterna: " Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu os terei para sempre".
Sempre! Verá escrito nas chamas que o devoram. Sempre! Na porta das espadas que o transpassam; Sempre! nas horríveis fisionomias dos demônios que o atormentam; Sempre! Naquelas portas fechadas que jamais se abrirão para ele!
Ó eternidade! Ó abismo sem fundo! Ó mar sem limites! Ó caverna sem saída! Quem não tremerá pensando em ti? Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete! Ah! Basta de pecados, basta de pecados em toda a minha vida!
3º) O que deve encher-te de espanto é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que basta um único pecado mortal para cair nela.
Compreendes, meu filho, isto que lês? Um pecado que cometes com tanta facilidade merece uma pena eterna. Um blasfêmia, uma profanação dos dias festivos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno, basta para condenar-te às penas do inferno.
Ah! meu filho, ouve atentamente o meu conselho; se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te para principiar logo um boa vida; põe em prática todos os conselhos do teu confessor e se for necessário faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias, e se Deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.
Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos é pouco, é nada: "nenhuma segurança é excessiva quando se está em jogo a eternidade", escreve São Benardo.
Oh! quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!... E tudo isso para evitarem o inferno!
E tu, o que fazes, depois de merecer tantas vezes o inferno pelo pecado?
Lança-te aos pés de teu Deus e diz a Ele: "Senhor, vede-me pronto a fazer tudo o que quiserdes: já Vos ofendi demais até agora; de hoje em diante não Vos quero mais ofender, enviai-me, se preciso, todos os males nesta vida, desde que possa salvar minha alma".
Dom Bosco
Presbítero.
Disponível em: http://portalcot.com/reporter/conselhos-parte-xii-as-sete-meditacoes-sugeridas-por-sao-joao-bosco/

AS SETE MEDITAÇÕES SUGERIDAS POR DOM BOSCO - 7ª PARTE

(Oração na primeira parte).
SÁBADO - O PARAÍSO.
1º) Quanto mais espanta a consideração do inferno, tanto mais consola a do Paraíso, que foi preparado por Deus para todos que O amam e servem na vida presente.
Para fazeres uma ideia deles, imagina uma noite serena.
Que belo é o Céu, com tanta multidão e variedade de estrelas!
Umas são maiores que outras; enquanto algumas delas aparecem pelo Oriente, outras desaparecem no Ocidente, sendo muito variadas no que diz respeito ao tamanho, cor, etc.
Mas todas elas se movem, na imensidão do espaço, com admirável harmonia e segundo a vontade de Deus, seu Criador.
Imagina ademais que a luz do sol te deixever durante um belo dia a lua e as estrelas que há no firmamento; imagina também tudo o que há de mais precioso no mar, na terra, nos diversos países, cidades e nos palácios dos reis e monarcas de todo o mundo ; acrescenta a isto as mais finas bebidas, os alimentos mais saborosos, a música mais doce, a harmonia mais suave... Pois tudo isso é nada, comparado com a excelência dos bens e dos gozos do Paraíso!
Quanto devemos desejar a posse daquele lugar, onde se gozam todos os bens, sem mescla alguma do mal!
A alma bem-aventurada só poderá exclamar: "Eu me saciarei com a visão da Vossa Glória". (Sl 16, 15)
2º) Considera, ademais, a alegria que tua alma sentirá ao entrar no Paraíso.
Sairão a recebê-la teus parentes e amigos, e ali verás a nobreza e beleza dos Querubins e Serafins, de todos nos Anjos e de todos os Santos, que em multidão louvam o seu Criador.
Verá também os Apóstolos, o imenso número de Mártires, Confessores e virgens, e ademais uma grande multidão de jovens que se conservaram puro e por isso cantam a Deus um hino de glória inefável.
Oh! Quanto gozam naquele Reino os bem-aventurados! Estão sempre alegres pois não padecem o menos sofrimento, nem penas que venham turbar sua paz e contentamento.
3º) Observa ademais, filho, que tudo isso não é nada em comparação com o grande consolo que sentirá a alma ao ver a Deus.
Ele consola os Bem-aventurados com o Seu olhar amoroso e derrama em Seu coração torrente de delícias.
Assim como o sol ilumina e embeleza todos os objetos aonde chega sua luz, assim Deus ilumina com Sua presença todo Paraíso e cumula seus felizes habitantes com prazeres inexprimíveis.
NEle, como num espelho, verás todas as coisas, gozarás de todos os prazeres da mente e do coração.
Quanto, no Monte Tabor, São Pedro viu uma única vez de Jesus radiante de luz, foi cumulado de tanto doçura, que fora de si exclamou: "É bom para nós estar aqui!" (Lc 9,33).
Que alegria será então o contemplar, não por um instante, mas para sempre, a vista daquela face divina que apaixona Anjos e os Santos, e que embeleza todo Paraíso!
E a formosura e a amabilidade de Maria, de quanto gozo inundará o coração dos Bem-aventurados! "Como são amáveis as Tuas morada, Senhor Deus dos Exércitos!" (Sl 83, 2).
Por isso, todos os coros de Anjos e todos os Bem-aventurados cantarão a Sua glória, dizendo: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos Exércitos! A Ele a honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos".
Coragem, pois, meu filho! Algo terás que sofrer neste mundo, mas não importar! O prêmio que te espera no Paraíso compensará infinitivamente todos os males que tenhas padecido na vida presente.
Que consolo será o teu quando te encontrares no Céu em companhia de parentes e amigos, dos Santos e dos Bem-aventurados, e puderes exclamar: "Estou salvo e estarei para sempre com o Senhor!"
Então bendirás o momento que deixaste o pecado, em que fizeste uma boa confissão e começaste a frequentar os Sacramentos.
Bendirás o dia em que, deixando as más companhias, te entregaste à virtude. E, cheio de gratidão, te voltarás a teu Deus e Lhe cantarás louvores e glórias por todos os séculos dos séculos. Assim seja.
Dom Bosco
Presbítero.
Disponível em:

ORAÇÕES.


NOVENA.

Necessitando de especial auxílio, com grande confiança recorro a vós, ó São João Bosco. Preciso não só de graças espirituais, mas também de graças temporais, e principalmente... (pedir a graça que deseja).

Vós, que tiveste tanta devoção a Jesus Sacramentado e a Maria Auxiliadora, e que tanto vos compadeceste das desventuras humanas, alcancai-me de Jesus e de Sua Celeste Mãe a graça que vos peço, e mais: resignação inteira a vontade de Deus.

(Pai Nosso, Ave Maria e Glória)

ORAÇÃO DE DOM BOSCO.

Ó Pai, pela Vossa misericórdia, São João Bosco anunciou as insondáveis riquezas de Cristo.

Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no Vosso conhecimento e viver na presença

segundo o Evangelho, frutificando em boas obras.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA AUXILIADORA

Santíssima Virgem Maria

a quem Deus constitui Auxiliadora dos cristãos,

nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.

Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.

Preservai esta casa de todo perigo:

do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades,

dos ladrões, dos malfeitores, da guerra

e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei,

guardai como coisa vossa

as pessoas que vivem nesta casa.

Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante,

a de viverem sempre na amizade de Deus,

evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tiveste na Palavra de Deus,

e o amor que nutristes para com o Vosso Filho Jesus

e para com todos aqueles

pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos,

rogai por todos que moram nesta casa

que Vos foi consagrada.

Amém.

O QUE É UMA RELÍQUIA?

Relíquia é a parte do corpo de um santo, de qualquer objeto que lhe pertenceu. Ela é usualmente guardada em receptáculos chamados relicários. A Igreja Católica, consciente que a Santidade do próprio Deus refulge e manifesta-se em Seus Santos, venera, admira e invoca a intercessão dos mesmos, certo de que este procedimento, longe de ofender a Deus ou afastar os homens d'Ele, é algo que muito Lhe agrada e muito favorece a Vida Cristã.
A Igreja respeita e conserva, com amor, os lugares aonde viveram os Santos, e, também, os seus restos mortais e objetos que lhes pertenceram na sua peregrinação sobre a Terra. As relíquias dos santos conservam-nos a sua preciosa memória, ajuda-nos a mantermos-nos em comunhão com eles, e, também, são instrumentos dos favores Divinos através da celeste intercessão destes amigos de Deus. Através com o contato com tais relíquias, Deus pode conceder (e concede) graças para o Seu povo ainda peregrino sobre a Terra.
História
A veneração de relíquias existe praticamente desde o ínicio do Cristianismo, como atesta um carta escrita pelos fiíes da cidade de Esmirna. Eles contam como recolheram os restos mortais de seu Bispo, São Policarpo, morto por ordem das autoridades romanas. Na época das perseguições aos cristãos, os túmulos dos mártires, nas catacumbas, podiam ser usados como altar para a celebração da Missa. Ainda hoje, muitos altares de igrejas contêm corpos de santos, ou pelo menos partes deles, principalmente do santo ao qual a Igreja é dedicada. Tecnicamente, segundo a Enciclopédia Católica de 1917, "relíquia" é só de um santo canonizado. Mas muitos devotos não esperam um declaração formal da Igreja quando se trata de uma pessoa com grande fama de santidade.
Classificação das Relíquias.
A Igreja Católica definiu a seguinte classificação de relíquias:
  • Primeira Classe: parte do corpo de um santo (ossos, unhas, cabelos...);
  • Segunda Classe: objetos pessoais de um santo (roupas, cajado...);
  • Terceira Classe: inclui pedaços de tecido que tocaram o corpo do santo, ou, um relicário onde uma porção do seu corpo está conservada.

É proibido, sob pena de excomunhão, vender, trocar ou exibir relíquias para fins lucrativos.

Fonte: http://wiki.cancanova.com/index.php/Rel%C3%ADquia

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ESCUTA JUVENTUDE! DEUS ESTÁ NOS FALANDO!

Mais um ano se inicia e com ele a expectativa de dias melhores e realizações em nossa vida pessoal, familiar, acadêmica, profissional e na nossa missão na Messe do Senhor, na Igreja e na Sociedade.
Nós, que fazemos parte da Equipe Arquidiocesana, terminamos 2009 num desgaste total. Apesar de alguns avanços e conquistas que, Graças a Deus, tivermos em nossa missão, fomos abatidos por muitas decepções, principalmente ocasionadas pela má vontade e desinteresse de um bom número de coordenadores jovens. Particularmente, cheguei a pensar se valeria mesmo a pena manter uma equipe Arquidiocesana para ajudar a juventude das Paróquias, já que a maioria não mostrava interesse em nossa missão de servi-la. De fato eu estava passando pela aquela fase que os Santos Místicos chamam de Aridez Espiritual, onde buscamos a voz e resposta de Deus e não O ouvimos, nem sentimos a Sua presença, pois estamos fracos na fé, logo nos desesperamos e desanimamos nas primeiras dificuldades.
Mas Deus é um Pai amoroso e dedicado, e nunca abandona os Seus filhos amados. E no tempo certo - o Tempo dEle - , eis que dá uma resposta, um novo despertar, não somente para mim, mas para toda Arquidiocese de Maceió: Dom Bosco, Patrono e Apóstolo da Juventude vem nos visitar. Com certeza uma visita ilustre, histórica e abençoada, no momento certo, não é por acaso. Aliás, nada que Deus faz ou deixa de fazer é por acaso.
Escuta Juventude! Deus está nos falando! O primeiro grande encontro da Arquidiocese em 2010 é justamente a visita das relíquias do Patrono da Juventude. Isso é um sinal claro e profético que Deus está nos covocando para este ano de 2010 nos dedicarmos ao máximo a missão de evangelizar outros jovens, fazendo, verdadeiramente, a nossa parte na implantação do Seu Reino, da Civilização do Amor, aqui na Terra.
E Deus não está dando este recado apenas para os Movimentos AJS E CJC que seguem o carisma Salesiano. Dom Bosco, fundador da grande família Salesiana, era acima de tudo Igreja. "Basta que sejais jovens para que eu vos ame", dizia o Apóstolo da Juventude e não "Basta APENAS que sejais AJS, CJC, PJ, PJMP, EJC, MUR, MJ, Segue-Me, Cursilhos, TLC, Folcolares, EJNS, Comunidade Shalom ou Doce Mãe de Deus... Está na hora de vestirmos por cima das camisas dos nossos Grupos, Pastorais, Movimentos e Comunidades de vida, a camisa da Juventude da Arquidiocese de Maceió.
Escutem Padres, Seminaristas, Religiosas, Consagrados e leigos! Deus fala também para cada um de vocês! Sigam o exemplo de Dom Bosco; acolham, apóiem, orientem, corrijam fratenalmente quando errarem, e, principalmente, amem cada jovem que Deus colocar na vida e missão de vocês.
A visita das Relíquias de São João Bosco, anima a nossa fé e a missão de evangelizar a juventude de Maceió e das 36 cidades que fazem parte das 70 Paróquias de Nossa Arquidiocese. Dom Bosco passou por dificuldades e sofrimentos maiores que os nossos, foi até chamado de louco, mas não deixou de ouvir a voz de Deus, deixando-se guiar pelo Espírito Santo, fazendo a diferença, transformando jovens marginalizados em cristãos autênticos na Igreja e na Sociedade. Hoje Deus nos convida a imitarmos seu venerado servo.
Muito precisa ser feito. O nosso Estado encontra-se mergulhado no caos que destroe, todos os dias, milhares de jovens. Temos a nossa parcela de culpa pois, ao contrário de Dom Bosco, estamos acomodados no nosso mundinho e não apresentamos Cristo aos nossos irmãos. Ser Cristão não é ficar a toa na vida, esperando alguém chamar para ver a banda passar. Nem tão pouco limita-se apenas a ficar na salinha onde o meu grupo se reúne, ou achar que o Espírito Santo só atua na minha Pastoral ou Movimento, ou que a Igreja limita-se apenas a minha Comunidade de Vida. Ser cristão não é olhar para o próprio umbigo, mas é atender o convite de Deus Pai, junto com os meus irmãos, cada um de acordo com o carisma dado pelo Espírito Santo, e ser Sal da Terra e Luz do Mundo, a exemplo de Dom Bosco.
Que neste ano de 2010, inspirados pelo Espírito Santo, possamos imitar Dom Bosco, saindo do nosso comodismo, fazendo o nosso melhor para apresentar Cristo, Caminho, Verdade e Vida a todos os jovens residentes nas Áreas da Nossa Arquidiocese.
Rick Pinheiro.
Teoólogo, professor, acadêmico de direito e Coordenador da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió.

O QUE SÃO INDULGÊNCIAS?


Muitos confundem indulgência com perdão dos pecados. Nada mais falso! O perdão dos pecados é concedido por Deus ao aplicar os méritos de Cristo, conquistados na Cruz, sobre o pecador arrenpendido, ordinariamente mediante a absolvição no Sacramento da Penitência (e pelo Batismo, é claro).
Basta a confissão dos pecados, que se segue pelo contrição dos mesmos, e sua absolvição pelo sacerdote - que, repetimos, aplica os méritos de Cristo, a Graça, sobre o penitente - para que haja perdão dos pecados.
Ocorre que, a cada pecado, dois efeitos surgem: a culpa (pena eterna), e a pena strictu sensu (ou pena temporal). Mais ou menos como um criminoso que, por seu delito, atinge a vítima e também a sociedade. Pagando o preço do seu crime (violando a ordem social), deve ser apenado. Já em relação a vítima direta de sua ação violenta, deve, além da pena (prisão, por exemplo) a ser cumprida conforme o Direito, indenizar pelos danos que aquela sofreu.
A pena criminal é uma analogia à culpa, à pena eterna; e a indenização um tipo de pena temporal. A confissão apaga a culpa, dispensando o cumprimento da pena eterna por ela. Na verdade não há uma dispensa, e sim uma substituição, visto que o sacrifício de Cristo (dito vicário, i.e., substutivo) foi feito em nosso benefício: na Cruz, Jesus paga o preço de nosso pecado, e na confissão ao sacerdote (ou no ato perfeito de contrição, quando não é possível, em situações excepcionais, a aproximação deste sacramento) este benefício (a graça, o mérito de Nosso Senhor) nos é aplicado.
Paga a pena eterna por Cristo, e desaparecida em nós pela absolvição dada pelo padre, temos que cumprir - a indenização - a pena temporal, que nada mais do que uma consequência pelos pecados. Ao pecar ofendemos a Deus e essa ofensa gera uma desordem a ser reparada. A ofensa corresponde à culpa, à pena eterna, e a tal desordem à pena temporal. É por isso que o sacerdote nós dá uma penitência a ser cumprida. Não se trata de "pagar" pelos pecados, pois Cristo já o fez. Nem condição para o perdão. A penitência imposta serve, isso sim, para a reparação das consequências do pecado já perdoado na confissão. Não rezamos "três Ave Marias", por exemplo, para que o pecado seja perdoado, porém, para reparar a pena temporal unida à pena eterna do pecado cometido, esta última perdoada pelo sangue de Jesus na absolvição sacerdotal.
Outro exemplo é o da tábua com pregos: nossa vida, comparada a uma tábua, tem nos pregos os pecados, que são retirados no Sacramento da Penitência, restando, todavia, os furos, os buracos que precisma ser "tapados" por boas obras (mortificação procurada, penitência imposta e penas da vida).
Ora, quando temos os nossos pecados mortais todos perdoados, não vamos mais para o inferno (destino do homem adâmico). Está assegurado (se nos mantivermos em estado de graça, é claro) o céu para nós.
Mesmo assim, se embora tenhamos os pecados mortais perdoados não os tivermos reparado de modo satisfatório (ou seja, confessado todos eles, mas não satisfeita plenamente a pena temporal por eles devida, seja por má imposição do sacerdote, seja por presença, em nós, de algum apego que não a deixe ser adequadamente cumprida, seja por defeito de nossa consciência de enumerar os pecados mortais na confissão, seja por ainda outros motivos), permanece em nós uma imperfeição, uma dívida que, não obstante não mais nos condene ao inferno (pois os nossos pecados estão perdoados por Cristo que na Cruz por nós morreu, e pela confissão que os méritos nela conquistados nos aplica), não nos deixa ir diretamente para o Céu. Assim precisamos, se não nesta vida, reparar não o pecado, mas as consequências dele (pela pena temporal) no purgatório. Saindo deste mundo com os pecados mortais perdoados (livres da culpa, da pena eterna), vamos ao Céu, mas via purgatório (se ainda estiver em nós a pena temporal, ou parte dela, a ser reparada) ou diretamente (quando livres também da pena temporal). Também os pecados veniais (e agora não falamos de pena temporal, mas de pena eterna mesmo, de culpa) precisam também ser perdoados (não reparados somente) no purgatório, se não os forem aqui - tal diferença se deve à leveza da culpa venial, que não mata a vida da graça, nem precisa ser apagada pela confissão.
Aí chegamos ao tema das indulgências. Não são elas perdão dos pecados, mas retirada da pena temporal por eles devida. Com a indulgência, não são apagados os pecados, nem são perdoados. Lutero errou - e errou feio - ao confundir indulgência com "passaporte" para continuar pecando, ou, com substituição do arrependimento ou confissão.
Nada disso! A indulgência é um dom, dado por Cristo através da autoridade da Igreja, e que tem seu fundamento também na graça conquistada na Cruz, destinado a não pagar o pecado, não a perdoar o pecado (e sua pena eterna). Sua função é apagar a consequência do pecado, a pena temporal, e como está só pode ser satisfeita após o perdão dos pecados (pela confissão), não há como dizer, sem clara desonestidade intelectual, que, tendo uma indulgência não precisamos nos confessar. Erro gravíssimo!
A indulgência, se plenária, pode substituir a pena temporal, o conjunto de penas impostas, das boas obras procuradas, das penas da vida (embora deixar de cumprir a pena imposta seja pecado de desobediência e, portanto, ainda que a indulgência seja adequadamente lucrada, não podemos deixar de cumprir a penitência dada pelo padre). Não substitui o perdão, propriamente dito, do pecado.
Para lucramos a indulgência plenária, é preciso gozar das condições requeridas (comunhão no dia ou em data próxima, confissão sacramental, desapego ao pecado e orações nas intenções do Romano Pontífice) e cumprir uma das muitas obras recomendadas pela Igreja e que se encontram no Manual de Indulgência. É preciso, também, ser súdito daquele que concede a indulgência: se é o Papa, basta ser católico; se é um Bispo, é necessária a pertença à sua Diocese. Em algumas oportunidades, o Papa ou os Bispos lançam obras específicas, cumuladas com indulgência, para serem praticadas em determinado tempo (é o caso da indulgência do Jubileu, da indulgência da Jornada Mundial da Juventude ou do Ano da Eucaristia), e noutras as práticas podem ser feitas ordinariamente, quer em dias próprios durante o ano.
O fiel que lucra uma indulgência pode aplicá-la a si mesmo ou a qualquer alma que padece no purgatório, o que é mais uma prova não só da comunhão dos santos, da qual fazemos menção no Credo, como do caráter verdadeiro absurdo que é a confusão que se faz quando entedemos a indulgência como um sinônimo de perdão dos pecados (se fosse, poderia ser aplicada às almas condenadas ao inferno).
Rafael Vitola Brodbeck.

FIÉIS PODEM GANHAR INDULGÊNCIA EM VISITA ÀS RELÍQUIAS DE DOM BOSCO.

Por ocasião da passagem da urna com a relíquia de Dom Bosco, o Papa Bento XVI institui indulgência plenária aos fiéis que participarem de uma função sagrada em honra ao santo ou, diante da urna, permanecerem em momentos de veneração e oração.
[...]
Para recebê-las, os fiéis devem ter se confessado recentemente, participar da Santa Missa e comungar e rezar pelas intenções do Papa.
[...]
Gracielle Reis
Reporter Canção Nova

O CULTO DOS SANTOS E OS MORTOS.

[...]
Os santos são nossos amigos no Céu. Quero dizer que tem muitos católicos, infelizmente, com minhoca na cabeça, achando que não existe santo, porque ouviram falsas doutrinas. Isso é dogma de fé. Pouquíssimas vezes o Papa proclamou um dogma de fé, na média de 13 e 14 dogmas e, dois mil anos. Toda pessoa que morre perfeitamente santa passa a ver Deus face-a-face. Isso é dogma de fé. E essas pessoas, em comunhão com Deus, intercede por nós.
No Céu não precisa mais escovar dente, tomar banho, bater ponto... ficará na face gloriosa de Deus louvando-O. Está na Oração Eucarística: Não cessa de interceder por nós, tem alguém intercedendo por nós dia e noite.
Normalmente os nossos nomes são nomes de santos.O Catecismo da Igreja Católica, manda colocar nome de santo no filho como João, Felipe, Tiago... Seu filho já nasce com um intercessor no Céu.
Ponha imagem de santos na sua casa. A imagem não é Sacramento, mas é um sinal sacramental, por isso nós católicos não podemos ter medo. Nós não adoramos imagem, adoramos a Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. E se eu ajoelho diante de um santo, não quer dizer que eu o estou adorando, mas estou pedindo a intercessão que é diferente de adorar.
Meus irmãos católicos não tenham medo de rogar a intercessão de Nossa Senhora e dos Santos a Deus.
Os Santos são exemplos por isso devemos imitá-los, por isso vale a pena ler a vida dos Santos.
Quando cultuamos os santos, nós glorificamos a Deus, porque eles só são santos por causa da Graça de Deus. O culto ao santo não é adoração, este culto termina no coração de Deus.
Gosto de citar passagens de Santos para percebemos que a fé antiga, uma fé de 2000 anos, testada no sangue dos mártires.
Os Santos são alavancas maravilhosas para você conseguir graças.
São Pedro Julião Eymard, o Santo adorador, diz que Jesus se esconde na Eucaristia, para que você tenha a coragem de chegar até Ele, porque se Jesus apresentar como Ele realmente é, não conseguiríamos chegar junto d'Ele.
Ele se esconde da gente para que não fujamos d'Ele, para que o pecador não tenha medo dEle, por isso usamos intercessores lá no Céu, os Santos.
Quero dizer sobre as relíquias que são importantes, é um sinal sacramental, de intercessão. Você que coordena grupo aprenda sobre a Igreja, sobre essas riquezas.
[...]
Prof. Felipe Aquino
Comunidade Canção Nova.

E TEM GENTE QUE AINDA NÃO ACREDITA EM DEUS E EM SEUS SANTOS.

Relizando a pesquisa para elaboração de uma série especial de subsídios sobre Dom Bosco, em comemoração a visita das relíquias do Apóstolo da Juventude em Nossa Arquidiocese, me deparei com algo fascinante: os corpos incorruptos. Evidente que eu já conhecia este milagre e tinha visto várias fotos, mas confeso a vocês, meus irmãos amados, que fiquei fascinado como Deus, mesmo sem precisar pois Ele é Deus e precisamos acreditar sem ver, opera sinais extraordinários como este. O mais incrível é que tais corpos tem aparência de estarem mais vivos que muitas pessoas que encontramos na rua, que não tem fé em Deus e por isso, diante das tribulações da vida, perdem todo ânimo pela vida.
Diante destes milagres, aqueles que não crêem em Deus e/ou nos santos, precisam reconhecer três fatos indiscutíveis.
O primeiro que Deus é o Senhor de toda nossa vida, de todo nosso ser. Não é a morte física que irá nos afastar de Deus. Ele é o Senhor do impossível. Nada, mas nada mesmo, é impossível para Ele. Não existem barreiras físicas, leis da natureza e do homem, formulas matemáticas e quimicas que impeçam a ação de Deus. Os corpos incorruptos dos santos são as provas vivas que Deus existe e age em todos nós Seus filhos amados.
O segundo fato que precisa ser reconhecido pelos ateus e irmãos afastados de plantão é que Deus nos chamou a Santidade e age através de nós. Ele faz questão de provar isso de forma extraordinária nos corpos de alguns dos seus venerados servos. Como jovem, confeso que fico lisonjeado e emocionado ao saber que um dos nossos Patronos, São João Bosco, é um destes sinais vivos da existência de Deus.
Por fim, e sem querer ofender aos irmãos afastados, o terceiro fato é que de fato a Igreja Católica é verdadeiramente a Igreja de Cristo. Evidente que, por Sua infinita misericórdia, Ele opera milagres em outras igrejas, religiões e até em pessoas ditas atéias, mas um dos milagres mais visíveis e inexplicável pela ciência, os corpos incorruptos, Ele só opera nos servos da Igreja Católica Apostólica Romana. Este fato é o sinal vivo que o próprio Deus nos dá que Ela é o Seu Corpo Místico. Evidente que não somos perfeitos, pois a Igreja é feita por humanos e perfeito só Deus, mas não há o que discutir diante dos fatos. Mesmo sendo os "Tomés da vida" não há como negarmos este milagre tão visível aos olhos como as chagas de Cristo tocadas por São Tomé.
Vale lembrar que os milagres são sinais claros e livres de Deus em nosso meio, portanto, Quem é digno de louvor, adoração e glória é Deus, o Autor de tudo e não os feitos, no caso aqui exposto os milagres dos corpos incorruptos dos santos, nem mesmo os próprios que por seus testemunhos de vida nos ensina que não é impossível vivermos de acordo com a vontade de Deus.
Termino este pequeno e desprentioso artigo transcrevendo um comentário sobre corpos dos santos incorruptos, feito por uma jovem chamada Jana no Blog A Volta do Mistureba. De fato essa jovem estava inspirada pelo Espírito Santo para escrever tão sábias palavras.
"Vejo tudo isso como manifestações concretas do amor de Deus por todos nós... "Delicadezas" de um Deus que mantém PRESERVADOS, de forma visível, alguns dos Seus filhos, para que todos saibamos que também o somos (preservados) em Seu Coração... E que a verdadeira vocação do cristão é a santidade. Num mundo em que tudu se decompõe muito rápido (corpos, sentimentos, afetos, crenças...), é um SINAL e tanto". (Comentário de Jana em: http://avoltadomistureba.blogspot.com/2009/05/corpos-incorruptos-de-santos-html . Grifo meu).
Rick Pinheiro
Teológo, professor, acadêmico de Direito e Coordenador da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió.

CORPOS DE SANTOS INCORRUPTOS.


São muitos os santos cujos corpos ficaram incorruptos por anos depois da morte. Muitos deles continuam incorruptos; alguns tem desprendido cheiro de rosas e tiveram outras manifestações milagrosas. Estes são sinais extraordinários que manifestam o favor Divino nestes santos.

Deus disse a Adão: "Com a tranpiração de sua face você comerá o pão, até que você volte à terra, pois dela você veio; já que és pó e ao pó voltarás" - Gen. 3, 19. É o castigo para o pecado que todos os homens sofrem. Mas Deus quis preservar por um dom natural que desafia as leis da natureza, alguns homens e mulheres de santidade extraordinária.

É Deus que preservou incorrupto os corpos mortais de alguns santos. Quis manifestar claramente Sua Glória, Seu absoluto poder sobre a natureza e testemunhar a santidade que Ele mesmo comunica por meio de Sua Igreja aos homens, templos do Espírito Santo. Este milagre, que só acontece dentro da Igreja Católica (todos os milagres só aconteceram em ambiente judaico - no AT, ambiente cristão - antes do cisma e ambiente católico - após o cisma), brilha diante dos homens incrédulos do nosso século, mas eles não querem ver.


Diferentes tipos: Muitos estão totalmente incorruptos até hoje, outros são durante algum tempo, outros vão secando lentamente sem propriedade de corrupção. Por isso alguns estão recobertos de cera para preservar da característica de negridão do tecido externo. É o caso por de Santa Bernadette Soubirous, Santa Catarina Labouré, São Vicente de Paula, Santa Vittoria, etc. Outros são preservados com escasso tratamento de cera: como Santa Catalina de Bolonha, Santa Margarita Redi, o de Sebástian Devoto de Aparício (que se conserva na Cidade de Puebla, no México), ou São Francisco Xavier (que se conserva em Goa, na Índia, e foi bem maltratado pelos caçadores de relíquias).


Em alguns casos de santos não mais incorruptos, foram feitas representações de seus corpos realizadas com cera e seus restos mortais colocados dentro destas imagens de cera: deste modo, por exemplo, São Pascual Baylón: feita imagem cópia do que era o seu corpo incorrupto e reproduzido graças a quadros antigos, desde que foi profanado e queimado na guerra civil espanhola pelos comunistas; ou o corpo de Santa Inocência ou Santa Celeste: são belas imagens de cera que retratam com perfeição corpos humanos, mas são apenas imagens de cera que conservam em seu interior, os ossos destes Santos. Disso pode ter vindo a confusão de venerar imagem de cera (cópia do original), com um real e verdadeiro corpo incorrupto.

No caso do Papa beatificado João XXIII, é sabido que foi realizado certo tratamento de embalsamento para que suportasse o velório e as cerimônias, e há testemunho médico-científico. Mesmo assim é extraordinário que se preserve por tantos anos.


VENERAÇÃO

Ao venerar estes corpos, reconhecemos a Glória de Deus, Único que pode fazer este milagre e nós honramos a santidade, que queremos de coração, imitar.


"Os corpos dos mártires sagrados e outros que vivem agora com Cristo, corpos que eram seus membros e templos do Espírito Santo, que um dia subirão para Ele e serão glorificados na vida eterna, podem ser venerados pelos cristãos. Deus dá muitos benefícios aos homens através deles" . (Concílio de Trento)


É necessário distinguir três tipos de conservação: 1. Milagroso (Incorruptível), 2. Feita através de meios científicos, 3. Natural e acidental.

A incorruptabilidade é a preservação milagrosa e como tal, não obedece nenhuma lei natural e independe de qualquer circunstância (umidade, temperatura, tempo, substância química ou outros elementos). Eles não foram embalsamados ou tratados de nenhuma forma. Alguns suam aroma como perfume.

Nem todos os corpos incorruptos se mantêm igualmente indefinidamente.


A incorruptibilidade não é mumificação. Os corpos mumificados são rígidos e secos.



São João Bosco (com camada de cera)

Morreu em 31 de Janeiro de 1888, seu corpo permanece incorrupto na Basílica de Maria Auxiliadora em Turim, Itália.



Fonte: http://www.javesalva.com.br_santos_incorruptos.htm