quarta-feira, 22 de abril de 2009

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE E SEUS FRUTOS.


À medida em que a Quaresma chega à sua conclusão, também a Campanha da Fraternidade (CF 2009) caminha para o seu encerramento, com a coleta da solidariedade, no Domingo de Ramos. As campanhas têm começo e fim. É claro que os impulsos e as iniciativas motivadas pela CF não devem acabar na Quaresma, mas deveriam continuar a produzir efeitos positivos ao longo do ano e por muito tempo. A CF é como um tempo de abundante semeadura: depois vem o tempo de cultivar, até que as plantas nascidas produzam frutos abundantes, com o passar do tempo.

A estas alturas, é preciso perguntar se a semeadura já aconteceu e quais foram as iniciativas já despertadas pela CF nas paróquias, comunidades e organizações da Igreja? O tempo está passando, mas ainda é possível fazer lançar as sementes,a para que em cada organização da nossa Igreja a CF não passe em branco e não deixe de fazer aquilo que ela se propõe, por iniciativa da Igreja no Brasil: um tempo intenso de evangelização e de apelo à conversão, para uma vivência pessoal e uma convivência social mais condizente com o Evangelho do Reino de Deus – “convertei-vos e crede no Evangelho!”.

O próprio Texto Base da CF, no seu “AGIR”, sugere uma série de iniciativas e ações concretas; as organizações eclesiais poderão ver outras, segundo as situações e necessidades locais. É importante que a CF deixe alguma marca na vida das comunidades e um sinal de continuidade. Entre outras iniciativas, por exemplo, poderiam ser organizados grupos de amparo às vítimas da violência em cada paróquia, com voluntários, assistentes sociais, médicos, advogados, psicólogos... Poderia ser também organizada uma espécie de “grupo-antena”, para receber as sinalizações sobre situações de violência na área e capaz de dar encaminhamentos aos órgãos públicos competentes...

Mas não há dúvida, que a CF tem sempre um efeito educativo importante e sobre este ponto deveriam ser concentradas muitas atenções. É preciso educar as consciências para os valores éticos e morais; o respeito ao próximo não deve acontecer somente por coerção externa, por medo da polícia ou da cadeia... A renúncia à violência e o respeito aos direitos humanos devem partir de convicções e motivações interiores: “imprimirei minha lei nas vossas entranhas e vou inscrevê-la em vossos corações” (cf Jr 31,33). Enquanto Igreja, não podemos deixar de falar dos Mandamentos da Lei de Deus e da Palavra de Deus, se queremos dar nossa efetiva contribuição para a educação moral, tão necessária para educar para a justiça social, o respeito à pessoa e para a superação dos pecados de violência.

Neste final da CF 2009, quero convidar a todos para a realização do gesto concreto de fraternidade, na coleta da CF no Domingo de Ramos. Que seja um gesto generoso e represente, de fato, um sinal de nossa penitência quaresmal e de nossa sensibilidade fraterna em relação às vítimas da violência; de muitas formas, elas serão beneficiadas com o fruto dessa coleta, feita em todas as igrejas católicas do Brasil. O montante recolhido é administrado e destinado para iniciativas concretas e acompanhadas pelas dioceses e pala Conferência dos Bispos. Com esse mesmo fruto, também poderão ser apoiadas muitas iniciativas de prevenção da violência e de educação para uma autêntica cultura da justiça e da paz.

Mas desejo ainda referir-me a um outro gesto de solidariedade, pedido pela Igreja, e que deve ser realizado na Sexta-Feira Santa em todas as nossas igrejas: trata-se da Coleta para os Lugares Santos. Seu fruto destina-se a apoiar a presença cristã na Terra Santa, onde as comunidades cristãs, na sua maioria, são de árabes palestinos e sofrem enormes dificuldades para manterem sua presença na terra onde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, e onde, historicamente, o Evangelho foi pregado e acolhido por primeiro.

Os cristãos e as organizações da Igreja, de maneira geral (paróquias, escolas católicas, conventos, igrejas de peregrinação, carmelos, obras sociais) só conseguem manter-se vivas mediante a solidariedade internacional da Igreja. Por isso, é significativo que esta Coleta “para os Lugares Santos” seja feita justamente na Sexta-Feira Santa. Conforme o Diretório Litúrgico da CNBB (cf Anotações para a Sexta-Feira Santa, p. 83-84), esta coleta é prescrita para toda a Igreja, no mundo inteiro.



Dom Odilo Scherer
Cardeal, Arcebispo metropolitano de São Paulo



DESIGUALDADES CONTINUAM ACENTUADAS.

Estudo lançado em setembro de 2006 enfatiza que as conseqüências das desigualdades continuarão caso não sejam efetivadas ações que diminuam questões relativas ao tratamento diferenciado entre as raças.



A segunda edição do estudo Retratos da Desigualdade, lançada nesta segunda-feira, 25 de setembro, em Brasília, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), enfatiza que as conseqüências das desigualdades tenderão a continuar caso não sejam efetivadas ações que diminuam questões relativas ao tratamento diferenciado entre as raças. Para o estudo, é notório que pessoas brancas têm mais acessos aos serviços e bens públicos do que as pessoas de cor negra.



Baseados na Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (Pnad), de 2004, o estudo diz que os percentuais refletem as desigualdades entre os brasileiros, quando muitos deixam de ter acesso a serviços básicos como educação, saúde, moradia, etc e, também, quando são denominadas como brancos ou negros, homens ou mulheres.



"As diferenças raciais tendem a se perpetuar, caso não sejam empreendidas ações voltadas a reverter o atual quadro, no qual as diferenças entre brancos e negros impressionam: a média de 7,7 anos de estudo entre os brasileiros brancos se contrapõe a 5,8 anos entre os brasileiros negros", diz a edição de Retratos das Desigualdades, em relação à educação.



Os números na parte educacional deixam as diferenças mais nítidas. Em 2004, 16% dos negros maiores de 15 anos eram analfabetos, esse valor era de apenas 7% para os brancos. Entre as crianças negras de 10 a 14 anos de idade, o analfabetismo chega a 5,5%, comparados a 1,8% entre as crianças brancas da mesma idade. Apesar disso, entre os mais jovens o fosso racial ainda é de menor magnitude que entre os mais velhos: em 2004, 47% dos negros com 60 anos ou mais de idade eram analfabetos, enquanto 25% dos brancos estavam na mesma situação.



O documento analisa ainda a expectativa de vida. As mulheres brancas, em 2000, esperavam viver 73,8 anos quando nasciam; as mulheres negras, 69,5 anos; os homens brancos, 68,2 e os homens negros, 63,2 anos. Essas desigualdades na expectativa de vida refletem, diz o estudo, o menor acesso a bens e serviços de saúde, à educação, a serviços de infra-estrutura, como abastecimento de água, esgoto, etc. e, certamente, à maior mortalidade por causas externas (homicídios, acidentes) entre negros – no caso dos homens.



No quesito saúde, as diferenças percentuais continuam. Entre as mulheres negras, 44,5% jamais haviam realizado o exame clínico de mamas, contra 27% das brancas. O mesmo pode ser observado para a mamografia – 60% das mulheres brancas e 43% das negras já realizaram o exame ao menos uma vez. Para o exame de colo do útero, a diferença entre brancas e negras diminui – cobertura de 82% das mulheres brancas e 73% das negras. Na comparação racial, enquanto 12% da população branca declararam nunca ter consultado dentista, entre os negros esse percentual sobre para 20%.Enquanto 6,8% dos homens e 7,9% dos brancos encontravam-se desempregados, em 2004, no caso das mulheres e dos negros as taxas de desemprego alcançaram valores bem mais altos, 11,7% e 10%, respectivamente. De acordo com o estudo, as mulheres negras encontraram maiores dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Em 2004, 13,3% das mulheres negras estavam desempregadas, ao passo que, entre os homens brancos – grupo em melhores condições laborais –, esta parcela era significativamente menor: apenas 6,1%.



Em 2004, 19,5% da população branca situava-se abaixo da linha de pobreza, enquanto mais do dobro, ou 41,7%, da população negra encontrava-se namesma situação de vulnerabilidade. No caso de indigência, a situação é tão ou mais grave: enquanto 6,4% dos brancos recebem menos de um quarto de salário mínimo per capita por mês, esse percentual salta para 16,8% da população negra, quase três vezes mais na comparação com o grupo dos brancos.



"Se não podemos afirmar que a pobreza tem um rosto feminino em função do tipo de medida utilizada, ela sem dúvida é negra e vem se mantendo negra historicamente", ressalta o trabalho desenvolvido pelo Ipea.




Retratos da Desigualdade leva em consideração que o Brasil era composto, em 2004, de 51,4% de brancos; 42,1% de pardos; 5,9% de pretos; 0,4% de amarelos e 0,2% de indígenas. No que diz respeito ao sexo, o Brasil era composto por 48,7% de homens e 51,3% de mulheres. Havia 4.707.835 de mulheres a mais em relação aos homens.





Matéria extraída da ADITAL Agência de Informação Frei Tito para a América Latina: www.adital.org.br





Disponível em: http://www.salesianos.com.br/Subsidios.asp

REFERÊNCIAS ÉTICAS.



A Campanha da Fraternidade deste ano toca numa questão nevrálgica da sociedade, mostrando sua gravidade e a urgência de ser enfrentada com eficácia. A violência coloca em xeque a civilização atual. A recuperação da segurança pública é vista como indispensável para a sociedade se livrar do sentimento de frustração e de fracasso de suas instituições.


O crescimento da violência, na verdade, faz aumentar o clima de perplexidade, aumentando a desconfiança, e levando as pessoas a descrerem da possibilidade de uma sociedade baseada na justiça, na solidariedade e na paz.


Este sentimento pessimista em relação à possibilidade de convivência humana que seja marcada e conduzida por valores éticos, já foi expresso pelo ditado latino que mais enfatiza o pessimismo a respeito da humanidade: “homo homini lúpus”, “o homem é lobo do próprio homem.” Isto é, o homem tem dentro de si mesmo a tendência irrefreável à maldade para com seu semelhante.


Se assim for, está decretada a guerra permanente no seio da própria sociedade, com suas manifestações diversas de violência, que se tornariam a comprovação da maldade intrínseca da pessoa humana.


Esta visão da realidade é feita, sim, em decorrer de fatos reiterados. Mas está desprovida do horizonte maior de esperança nos destinos da humanidade. Esta esperança é comprovada pela lenta caminhada civilizatória, que chegou à consolidação de sociedades baseadas no respeito a toda pessoa humana e construídas sobre os pilares dos direitos humanos.


Esta visão fica reforçada pelas motivações religiosas, que enfatizam a ação de Deus em favor da humanidade, chamada a viver em comunhão fraterna, de paz e de justiça, com motivações positivas capazes de superar a violência pela misericórdia e pelo amor ao próximo.


A superação da violência, e a recuperação da segurança pública, se tornam, assim, o desafio central para consolidarmos a esperança numa sociedade em que possamos viver em clima de paz, que nos permita o cultivo de valores humanos que dão sentido ao nosso viver.


Assim, a segurança pública se torna parâmetro da esperança nos destinos da humanidade.


Outro parâmetro muito sensível em nosso tempo nos é oferecido pela consciência ecológica, que nos desperta para a urgente tarefa de equilibrarmos nossa relação com a natureza, com quem partilhamos de tantas maneiras as condições de nossa existência humana.


O respeito pela natureza, e o respeito pela dignidade de toda pessoa humana, se constituem nas duas balizas éticas que possuem os apelos mais sensíveis para o ser humano de hoje.


O empenho em verificar o quanto somos capazes de recuperar a segurança pública no ambiente em que vivemos, como nos propõe a Campanha da Fraternidade deste ano, se transforma em caminho para fortalecer a crença nas possibilidades do ser humano harmonizar sua vida em sintonia com a natureza e realizar sua vocação de comunhão fraterna, em sintonia com seu destino transcendental.




Dom Luiz Demétrio Valentini
CNBB

BIG BROTHER BRASIL.


Comercialmente analisando o Big Brother Brasil 9 é um primor de produção. O Reality show vai render cerca de R$ 280 milhões para a Rede Globo. Com um único programa a emissora vai faturar o que a Rede Tv! arrecada durante um ano. O programa está repleto de merchandising e teve que ser prorrogado seu término para que pudesse atender todos os patrocinadores.


Por outro lado, em termos de audiência o programa registra queda, uma média de 16%. Será que as pessoas estão se dando conta da importância de seu tempo? Talvez. O certo é que o telespectador cansa de programas vazios, sem conteúdos sólidos. Nem a edição de ponta do programa pode lhe devolver os altos índices de audiências das edições anteriores.


Fato é que, mesmo com a queda de audiência o programa é líder e atinge uma parcela considerável da sociedade.


Na casa, vence aquele que for mais esperto; o que melhor souber articular, arquitetar. Vale tudo. Pelo o prêmio prometido os participantes não medem esforços e nem se preocupam em deixar para trás princípios e outras noções de ética básica.


E na vida que imita a arte, porque esta influência aquela, as pessoas seguem – direitinho - o ensinamento do programa. Aproximar-se somente de quem é interessante,pois de quem não se gosta é melhor nem chegar perto. Para destruir o outro se deve fazer alianças e para entorpecer a consciência boas doses alcoólicas.


Mas nada se compara à pena que se pode lançar as pessoas das quais não se gosta: colocar no paredão, e, eliminar. Parece até um ritual de guerra. Os passos são seqüenciais: Primeiro trata-se o outro como inimigo; após, arregimenta-se alguns coleguismos com intuito de colocar no paredão e lá, lançar a sentença impiedosa: eliminar. O outro deve ser banido, deve sumir, pois é diferente e logo é tido como ameaça.


A cultura big brother é impiedosa e espalha um ensinamento politicamente incorreto. Claro, o formato do programa, o fascínio por acompanhar a vida do outro parece sedar a consciência na construção de um raciocínio mais apurado e objetivo que consegue enxergar e discerni o que é mau e vem travestido de bem nesse programa.




Vanderlúcio Souza



Disponível em: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3509

INGÊNUOS E DESINFORMADOS


Muitos de nós, milhões de nós são ingênuos e desinformados com relação a sociedade em que vivemos. Milhões de pessoas ouviram falar mas, não têm a menor noção da extensão do problema da droga nem na sua cidade e nem no seu país.Milhões nunca visitaram uma periferia, milhões não conseguem imaginar o que é atravessar o mês com um salário mínimo.


Muitos conseguem; milhões estão conseguindo. Outra vez, falando em milhões, há um numero inimaginável de brasileiros que não tem noção do grau de violência que se apossou da sua cidade, seja nos prédios mais sofisticados, seja nos ambientes de periferia. Somos um país violento. Talvez para cada mil pessoas boas tenhamos uma violenta e marginal. Mas já é demais.

Há, porém, um poder de organização da marginalidade que prejudica profundamente o país. Para fazer um muro, às vezes levam-se dois a três meses, mas alguém pode pichá-lo em dois minutos. É sempre mais fácil desorganizar, demolir, detonar ou pichar do que construir. Basta um cidadão violento para explodir um prédio que trezentos construíram. Essa é infelizmente a força tremenda do mal. Há cidadãos que não têm a menor noção do grau de sofrimento a que expõem os outros.

Milhões de brasileiros, para não falar do mundo com seus bilhões de sofredores, não têm liberdade para decidir contra a violência. Estão encurralados. Isso não vai mudar tão cedo. Mas mudará quando de fato nos preocupamos em lutar para que todos tenham o mínimo necessário para uma vida digna e humana.

Enquanto não tivermos noção do sofrimento da maioria da população do planeta e da maioria do nosso país, não podemos dizer que sabemos o que é viver.

HIPOCRISIA.


Alguém prestou atenção ao comunicado da ABERT? Talvez não. A ABERT é a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão. Seu comunicado é um protesto indignado e alarmista contra a censura.


Segundo esta instituição, o Governo está preparando um pacotaço para censurar a livre expressão de opinião a que tem direito o povo brasileiro, direito garantido pela Constituição Federal. Mas por trás de tudo, está mesmo é a raiva porque o Governo deseja acabar com os comerciais de cigarros e bebidas alcoólicas no rádio e na televisão. Então, para enganar os incautos, a ABERT vem com uma conversa fiada de defesa da democracia e do direito de escolha. O comunicado diz mais ou menos assim: “Somos contra quem vende cigarros ou bebidas alcoólicas a menores de dezoito anos. Mas não aceitamos que seja tirado do povo o direito de decidir e de escolher...” Para a ABERT censurar comerciais de cigarros e bebidas é um atentado à democracia, é porta aberta para a negra ditadura... como a de 1964...


Tudo isso é falácia, enganação hipócrita! Em muitíssimos países do chamado primeiro mundo são proibidos os comerciais de cigarros e bebidas... e esses países são plenamente democráticos!


O raciocínio da ABERT é interessante! Como ela pode ser contra a venda de bebidas alcoólicas e cigarros a menores e ao mesmo tempo promover o vício desses mesmos menores pelos comerciais? Como pode querer proteger os menores se deseja viciar as mães e pais dos menores? Além do mais, fazer propaganda do vício destrutivo à saúde é explorar a fraqueza das pessoas, é empurrá-las para uma armadilha. Pensemos um pouco: seria moral, seria aceitável fazer propaganda de maconha ou outras drogas? Seria moral fazer propaganda da violência (apesar dos meios de comunicação o fazerem)? Seria moral fazer propaganda da corrupção e depois dizer: “cada um tem o direito de escolher”? Claro que não! O direito de livre expressão que a Constituição garante e deve garantir sempre não pode ser em detrimento do bem comum.


Na verdade o que está por trás das bebidas alcoólicas e dos cigarros são poderosos grupos econômicos que crescem às custas da dependência de tantos e da destruição de tantos e tantos lares. Quantas famílias destruídas pelo alcoolismo... daqueles que, em geral, começam bebendo socialmente... Pense-se, além do mais, na fortuna que o Governo gasta todos os anos com os doentes por causa do álcool e do cigarro... dinheiro do povo, do contribuinte. Não é a toa que nos Estados Unidos a justiça tem obrigado os fabricantes de cigarros a pagar indenizações milionárias...


A ABERT é hipócrita e espertalhona! Ela quer fazer passar por defesa da democracia o que é simplesmente defesa do bolso dos empresários das emissoras de rádio e televisão, que ganham um bom dinheiro com o comercial de drogas como a bebida e o fumo!


Já tivemos oportunidade de expor aqui a necessidade de uma comissão representativa da sociedade que estabeleça critérios e supervisione a qualidade do que é veiculado nos meios de comunicação. A questão não é somente cigarro e álcool! Que pensar das novelas da Globo, especialista em cenas obscenas e em destruir as famílias? Que dizer dos programas de auditório do SBT, bem como de uma novelinha que faz, artificialmente, com que crianças queiram imitar adultos, namorando e assumindo comportamentos completamente induzidos e, portanto, nocivos para sua idade? Como avaliar a Record – evangélica pelo dinheiro do Sr. Edir Macedo e anti-evangélica pelo que apresenta -, com programas como o do Raul Gil, que explora menores com a cumplicidade dos pais e a omissão das autoridades?


Muitos, com uma indignação falsa e um pudor hipócrita, vão chamar este modo de pensar de reacionário e obscurantista, vão dizer que se está querendo voltar à “Idade Média” e, deste modo, abre-se as portas para a censura. Conversa fiada, pra boi dormir! A liberdade de expressão é um valor. Nossa sociedade hoje é pluralista e amadurece cada vez mais no caminho de uma real democracia, que deve ser política, econômica, social, cultural, racial e religiosa. Não há perigo de censura, desde que o controle seja feito pelos vários segmentos da sociedade civil organizada. Outra coisa: a liberdade de expressão não é um valor absoluto; ela existe para a construção da pessoa, para a edificação do bem comum e para o amadurecimento da sociedade. Quando tal liberdade é usada para destruir, para prejudicar, para explorar e enganar, ela deve ser questionada, de modo aberto, franco, democrático e corajoso! Sabemos que os meios de comunicação têm o poder de influenciar de tal modo as pessoas, de intoxicá-las de tal modo com certas idéias e modas, que podem lhes tirar realmente a liberdade, condicionando-as de modo massacrante.


O tema é complexo, reconhecemos, mas não se pode ficar quieto nem calado diante de um problema tão sério quanto este; sobretudo num país como o Brasil, no qual a televisão tem um poder tão grande de formar opinião. Que raça de formadores de opinião temos em nosso País? – eis uma questão que não é menor!


Abaixo a hipocrisia da ABERT, abaixo aqueles que por baixo da capa de liberdade querem mesmo é explorar e ganhar ainda mais dinheiro, às custas da ruína dos outros e da destruição dos valores que forjaram nossa cultura e nossa identidade de brasileiros!



Monsenhor Henrique Soares da Costa
Bispo eleito auxiliar de Aracaju.


Disponível em:
http://www.padrehenrique.com/editoriais_semeador.htm#

" A PAZ, É VOCÊ QUEM FAZ".


Este é o lema de final de ano da Globo... Bonitinho, não é? E, no entanto é herético, é anticristão! Observem que a Globo não mais deseja feliz Natal; deseja apenas um feliz Ano Novo. Menos mal! Porque somente há Natal onde há Jesus, pobre, manso, incômodo, o Filho de Deus feito filho do homem para elevar o homem à dignidade de filho de Deus. Somente há Natal onde os corações se abrem de fato para o Presente que o Pai nos enviou, onde Jesus é, de fato, acolhido, no seu Evangelho, nas suas exigências, no seu radicalismo, no seu amor tão comprometedor e exigente! Certamente, não é este o Natal do mundo, da Globo, dos bem-pensantes em geral...

Mas, voltemos à frase da Globo... Por que ela é inaceitável para nós, cristãos? Por que é herética? Santo Agostinho, seria capaz de levantar-se do túmulo, lá do distante século V, para imprecar contra ela, pensando que o monge herege Pelágio estava dirigindo a programação da Globo! Isso mesmo, a frase da Globo é pelagiana! Mas, vamos com calma!

É verdade que vivemos num mundo carente de paz, não somente de paz no Afeganistão, na Terra Santa ou nas nossas grandes cidades tão violentas. Somos carentes de paz sobretudo porque nosso mundo e nosso coração são carentes de valores: destruímos o amor e o temor de Deus em nós, destruímos o sentido do compromisso sério em relação ao Senhor, destruímos um montão de outras coisas: nossa vida religiosa, nossas famílias, a fidelidade conjugal, a indissolubilidade do matrimônio, o sentido do altruísmo, da simplicidade, da frugalidade de vida... Somos uma geração de estressados, de desorientados, de sem-valores e sem sentido para a vida... Então, carentes de paz: paz exterior e paz interior!


Carentes de paz, sedentos de paz, no entanto não podemos sozinhos encontrar a paz! Somente abertos para Deus podemos encontrar a paz porque somente Deus nos pode concedê-la... e ele no-la concedeu... num Menino, num Pobrezinho, Fraquinho, Pequenininho, envolto em faixas, reclinado numa reles manjedoura. Isso! A paz tem nome, a paz tem rosto, a paz choraminga, a paz chama-se Jesus!


Pelágio, o monge cristão de nome esquisito, ensinava, lá no século V, que o homem sozinho pode alcançar a Deus, pode alcançar a paz e o bem, que não precisa da ajuda da graça de Deus... ou melhor, ele dizia o que alguns bobinhos dizem, pensando que estão citando a Bíblia: “Faze que eu te ajudarei!” – primeiro a gente faz, depois, Deus ajuda! Errado, falso, herético! Sem a graça de Deus que nos vem em Jesus Cristo, o homem não pode nada: nem pensar o bem nem desejar o bem nem realizar o bem! - “Sem mim, nada podeis fazer!” – Como diz São Paulo, “é Deus quem vos dá o querer e o realizar!” A doença de Pelágio é a do mundo atual: pensar que pode construir sem Deus, pensar que a bondade cristã é a bondade melecada da Hebe Camargo, que a doçura é o risinho cínico da Xuxa, que a verdade é o engano debochado do Arnaldo Jabor! Não! Somente Cristo é nossa paz – Paz, com “p” grande, maiúsculo, grandão! A Paz é Cristo, por quem nos vêm a graça e a verdade! Toda graça, toda verdade!


Enquanto a Globo e o mundo pensam numa paz feita por nós mesmos, a Igreja, na força do Espírito, proclama, admirada e feliz, na Noite Santa: “Hoje desceu do céu a verdadeira Paz! Hoje a terra exulta com o céu! Hoje por toda a terra as nuvens destilam mel! Hoje, das montanhas mana leite! Hoje nasceu para nós um Salvador, o Cristo nosso Deus!” – Eis! A Paz é presente, a Paz nos é dada! A Paz deve ser acolhida, amada, vivida, promovida: “Bem-aventurados os que promovem a paz (a de Cristo) porque serão chamados filhos de Deus!”.


Se o mundo deseja construir a paz de verdade, deve abrir-se para ela, pequenina e frágil no Menino de Belém. Somente ele pode nos dizer: “Eu vos deixo a paz, dou-vos a minha paz! Não vo-la dou como o mundo a dá!”.





Monsenhor Henrique Soares da Costa
Bispo eleito auxiliar de Aracaju.



Disponível em:
http://www.padrehenrique.com/editoriais_semeador.htm#

JOVENS PÕEM EM MARCHA COLETA DE OBJEÇÕES ESTUDANTIS A EpC


O govemo socialista de José Zapatero tenta impor ao pais um regime laicista, adversário explícito da Igreja Católica, tenta impor nos colégios da Espanha uma disciplina obrigatória chamada “Educação para a Cidadania” - EpC, que nada tem de educação e muito menos de cidadania. Na verdade é uma doutrinação marxista e imoral segundo os bispos da Espanha. Por isso, a Igreja na Espanha reage fortemente à adoção desta disciplina obrigatória que contradiz a fé e a moral católicas.


Esta disciplina está sendo chamada de ‘Manipulação para a Cidadania’, por causa do objetivo do governo em manipular a sociedade.Por isso há na Espanha hoje um forte movimento na justiça em defesa da “objeção de consciência” por parte de pais e de Colégios que não aceitam para seus filhos esta disciplina e esta doutrinação estatal. Nesta luta entraram agora também os jovens católicos da Espanha.


As noticias que chegam de lá, dão conta de que dezenas de jovens espanhóis pertencentes à organização “Novillada.org” anunciaram o início de uma campanha para recolher objeções de alunos em centros escolar da Andaluzia, Madri e Castilla e León contra a controvertida matéria de “Educação para a Cidadania”. (Fonte: acidigital.com – 13 out 2007)”


Com esta iniciativa -assinala o grupo- estamos somando-nos às de outras associações como a da União Democrática de Estudantes e a “Plataforma Mójate.es”.”O objetivo da campanha é “somar 1.000 objeções de consciência mais às já apresentadas a nível individual em vários lugares da Espanha antes de final de ano”. “Assim que tenhamos um número considerável de rechaços estudantis a EpC os levaremos pessoalmente a ministra” afirma Pablo Paredes, porta-voz nacional do Novillada.Org.


Por outro lado os jovens católicos enfrentam a oposição da juventude ligada ao Partido do governo – PSOE . “Em referência ao vídeo denigrante desta iniciativa difundido pelas juventudes do Partido Socialista (PSOE), Paredes assinalou que os “jovens que saímos à rua para defender nossa própria liberdade de pensamento já demonstramos que somos cidadãos e os vídeos das juventudes do PSOE só demonstram que sua ‘Manipulação para a Cidadania’ não aposta pela liberdade e nem pelo pluralismo”.


Os filhos da Igreja, têm os olhos e os ouvidos aguçados pelo Espírito Santo e não se deixam enganar pelos que querem manipular o povo com ideologias pagãs, atéias, materialistas e violentas. Por isso, é muito belo este exemplo que vem dos jovens espanhóis católicos, que não se deixam intimidar, e que não se escondem atrás do perigoso “silêncio dos bons” que acaba sendo alimento para a audácia dos maus.


Não é fácil enfrentar essa onda “politicamente correta” que quer espalhar e implantar no Ocidente cristão a cultura marxista, que faliu a Europa oriental. Quem deseja mais informações pode ver: comunicacion@novillada.org



Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br

VIOLÊNCIA E PERDÃO: AS LIÇÕES DA PÁSCOA.


A Páscoa cristã lembra o sofrimento, a morte de Jesus Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos. Para os católicos, é a festa religiosa mais importante do ano. Celebrada com grande júbilo durante quarenta dias, esta solenidade proclama a vitória da vida sobre a morte e do perdão sobre a violência.

Jesus foi vítima da uma violência inaudita. De fato, esta o acompanhou durante toda a sua vida. Seu nascimento, em Belém, foi num lugar inusitado, num abrigo para animais, pois a hospedaria da cidade não abriu as portas para seus pais, José e Maria, que estava para dar à luz (cf Lc 2,7): ninguém queria se complicar com esse casal de forasteiros. E lá não havia um Amparo Maternal para acolher mulheres pobres em situação de maternidade... Logo em seguida, o rei Herodes, dito o Grande, alarmado por notícias sobre o nascimento de um menino que diziam ser o “rei dos judeus”, tramou contra a vida do pequeno. Seus pais tomam a estrada e fogem para o Egito, onde o menino viverá na condição de exilado (cf Mt 2, 13-15). Depois da morte de Herodes, o temor da perseguição e a ameaça contra a vida do menino Jesus não passaram e a Sagrada Família foi viver como foragida em Nazaré (Mt 2,19-23). Ainda não existiam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, nem o ACNUR, nem Estatuto do Menor...

Logo no início da pregação do Evangelho, Jesus teve que enfrentar a fúria dos seus concidadãos de Nazaré, que o expulsaram da cidade e queriam jogá-lo num precipício (Lc 4,23-30), só porque não fez o milagre que queriam ver. E os três anos de sua vida pública, foram marcados por diversos episódios de perseguição e ameaças contra sua vida. A cura de um pobre homem com uma deficiência física levou um grupo religioso a tomar a decisão de matá-lo, pois os milagres evidentes que fazia atraíam a atenção do povo sobre ele. Muitas vezes teve que enfrentar as tramas e ciladas dos seus perseguidores, que queriam prendê-lo (cf Mt 26,1-5).

Finalmente, arrastado ao tribunal sem acusação formal por nenhum crime, foi julgado, condenado e executado pela autoridade romana em menos de um dia, contrariamente ao que dispunha o próprio direito romano. Os relatos da paixão e morte de Jesus, nos quatro Evangelhos, retratam acusações caluniosas, o desprezo do rei Herodes (cf Lc 23,8-12), torturas impiedosas, como a flagelação, a coroação de espinhos (cf Jo 19,1-3) e tantos sofrimentos atrozes. Foi um suceder-se de pesadas violências contra quem só tinha feito o bem. Não havia defensores dos direitos humanos por ali, nem Comissão de Justiça e Paz, nem mesmo alguma ONG, ou movimento contra a tortura... Mas o próprio centurião romano, aquele que estava lá, junto da cruz, comandando o pelotão de execução, foi quem reconheceu: “de fato, este homem era um justo!” (Lc 23,47). A violência contra Jesus foi um crime que nunca prescreveu e continua a ser perpetrado nas muitas formas de violência contra seres humanos, muitas vezes, inocentes e indefesos, que trazem no rosto as feições de Jesus.

Mesmo assim, Jesus nunca recorreu à violência para se defender ou para propagar sua mensagem. E nem mesmo deixou seus amigos pegarem em armas para o defender, quando os soldados foram prendê-lo, entregue pelo beijo de Judas (cf Jo 18, 1-11). Sua resistência foi a autoridade moral, que fez os soldados caírem por terra; sua defesa, a confiança na justiça de Deus. Pregado na cruz, insultado e humilhado ao extremo, esmagado pela violência física e moral, ainda teve forças para pedir o perdão a Deus para seus algozes: “Pai, perdoai-lhes! Não sabem o que fazem!” (Lc 23,34).

Quem foi vítima de tanta violência, talvez, teria o direito de reagir com violência? Não lhe seria reservada a chance de uma boa vingança? Esta poderia ser a lógica humana. Mas não foi assim que Jesus fez. Após a ressurreição dentre os mortos, foi procurar os discípulos; todos, menos um, o haviam abandonado durante o drama da sua paixão e morte. Agora estavam assustados e com medo. Mas não ouviram de Jesus nenhuma palavra de repreensão, ou ameaça de vingança. Pelo contrário, ele os saudava com a paz e tranquilizava seus corações. E também não falou em apresentar recurso nos tribunais de instância superior contra os responsáveis por sua injusta condenação. Sua decisão foi o perdão sem reservas: a misericórdia triunfa sobre a injustiça. E até manda os apóstolos perdoarem a todos, em seu nome” (cf Jo 20, 19-23). Condição única é o arrependimento sincero dos pecados (cf Lc 24, 46-47).

O perdão de Deus, porém, não tira a responsabilidade da justiça dos homens. Que bom, que a civilização veio tomando consciência da dignidade da pessoa e desenvolveu a sensibilidade pelos direitos humanos. Que bom que existem Ongs e comissões de defesa da justiça, especialmente para dar voz àqueles que não a têm, nem podem gritar para se defender. Assumir o lado dos mais fracos e indefesos é fineza da civilização. Ótimo, que a sociedade exija o bom funcionamento dos Órgãos de Justiça do Estado e rejeite toda forma de corrupção na aplicação da justiça. E os violentos precisam dar contas à justiça, para se corrigirem. E continua verdadeiro que a paz é o fruto da justiça.

Mas tudo isso ainda não basta. Uma justiça vindicativa alimentaria a sede de vingança; violência não se corrige com mais violência. A instauração da justiça e da verdadeira paz requerem algo mais: a conversão dos corações e a mudança dos hábitos violentos. Só o amor e o perdão vencem o ódio e corrigem as feridas da alma. A Páscoa de Jesus é um convite a abraçar esta lógica. Desejo feliz e abençoada Páscoa a todos os leitores!
Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, dia 11.04.2009

CF 2009 E JUVENTUDE.


Preocupada com o crescimento da violência no país, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizará, em 2009, a Campanha da Fraternidade com o tema “Segurança Pública” e o lema “A paz é fruto da justiça”.


O objetivo da Campanha é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade. A meta é fazer que todos/as se empenhem na construção da justiça social e que a segurança seja garantida para todos/as cidadãos/ãs.


Entre os objetivos específicos está o reconhecimento da violência na realidade brasileira, sensibilizando e mobilizando a sociedade. Serão motivadas denúncias sobre crimes contra a ética, economia e gestões públicas. Outra sugestão é o fortalecimento de ações educativas e evangelizadoras, denúncias sobre o modelo punitivo do sistema penal e o fortalecimento e articulação de políticas públicas.


Durante a Campanha, estão previstos encontros paroquiais, palestras e atos públicos. Integrantes da Igreja se reunirão com representantes do Poder Judiciário e de movimentos sociais, policiais, professores/as e sociólogos/as. Serão, ainda, propostas parcerias com o poder público para mapear as áreas mais violentas e ajudar a garantir a paz e segurança.


E esse ano que chegará além de prometer muito empenho e dedicação de todos nós, já traz suas boas novas, com novidades, novas lutas e a dedicação e empenho de todos nós também nessas lutas: seja na pastoral, movimento, local em que estivermos é hora de somarmos forças em prol das lutas na nossa Igreja. Falo de tudo isso, para lembrar que a “Boa Nova” é a já disposição dos subsídios e materiais para a Campanha da Fraternidade - CF 2009. Campanha que em 2009 tem como Tema: “Fraternidade e Segurança Pública” e como Lema: “A paz é fruto da Justiça” (Is 32,17).


Refletiremos em 2009 um tema ao qual estamos já infelizmente habituados em nosso dia-a-dia, que é a segurança pública, tema fortemente lembrado no meio urbano depois dos direcionamentos que os últimos anos vem trazendo. O que chama a atenção da CF desse ano é que ela se evidencia muito com “a crise econômica” a qual estamos vivenciando; com a deflagração da decadência do sistema financeiro, a grande tendência é que o mundo veja cada vez mais uma acentuada má distribuição de renda, o que por conseqüência aumentaria ainda mais as já tão escrachadas desigualdades sociais, econômicas, regionais, etc, que também por consequência como muitos teóricos afirmam aumentaria a violência, especialmente a urbana e a falta de segurança pública.


A Juventude e especialmente a PJ devem exercer certamente como sempre exerceu, o seu papel de protagonista na CF, levando e refletindo o tema aos grupos de jovens, universidades, escolas e todas as realidades estudantis. É papel também da Juventude alertar para que não caiamos no erro comum do preconceito que muitas vezes muitos de nós pecamos: criticamos a falta de segurança e culpamos “aqueles marginais e desocupados que vivem causando todos esses problemas”, pois é impossível refletir segurança pública sem fazer uma reflexão paralela ao preconceito, a falta de dignidade, a toda miséria e fome que ainda nos sondam veementemente (vede nosso lema, “a paz é fruto da JUSTIÇA” Is 32,17). A CF inicia oficialmente na quaresma, portanto já está mais do que na hora de refletirmos e de reavivarmos nossas esperanças.



Saiba mais:
www.cnbb.org.br